sexta-feira, 15 de maio de 2009

De lá pra cá...de cá pra lá...


Viajar por muitos países faz o mundo parecer pequeno (dentro de um avião grandes distâncias são percorridas em horas) e ao mesmo tempo grandioso quando paramos para analisar o quão diferentes podemos ser e quanto distantes podemos estar em níveis de economia, educação, cultura e cidadania.
Saí do Brasil no final de abril e em menos de duas semanas havia passado pelos Estados Unidos, Europa e China, onde me encontrava no momento em que escrevi esse texto. Viajar por três continentes em tão pouco tempo, é sem dúvidas, uma experiência que te dá um poder de observação maior, e nem precisa dizer por que. As diferenças são tão presentes, que é impossível não prestar atenção.
Essa viagem em específico foi especial, por ter me submetido a diferentes situações e desafios. Viajar sozinha para outros países é uma lição valorosa, acreditem. Cada lugar tem seu sistema, seu jeito de conduzir as coisas.
Destino? Suíça. Antes disso uma pausa em Miami, conexão em NY, troca de aeroporto em Londres. O calor e agitação dos Estados Unidos logo foram substituídos pela calma e impassibilidade inglesa. A recepção em Londres também é bem menos calorosa que nos EUA. Se você é mulher, jovem e está sozinha, é bom se preparar para responder algumas tantas perguntas na imigração; e mesmo se você não estiver com o inglês afiado, é bom você tirar de letra as perguntas para não arrumar um problema ainda maior. O negócio é manter a calma e tentar não cair nas pegadinhas.
De Heatrow segui direto para Gatwick pegar meu voo para Basel. Se você não conhece, com certeza já ouviu falar maravilhas do sistema de transporte em Londres. É algo extremamente funcional e tranquilo de ser utilizado. Há milhões de placas e sinalizações que te indicam o caminho até a estação central de ônibus, ou para o metrô (típico de uma cidade projetada para turistas). Quem sai de um aeroporto para outro, utiliza os serviços do National Express (ônibus) e não paga muito por isso. Em menos de 1 hora já estava em Gatwick e com tempo suficiente para esperar o vôo seguinte.
E para não dizer que minha história é mais uma e que coincidências só acontecem em filmes, foi lá que eu conheci uma brasileira (imagina de onde?) residente na Suíça. A baiana de Salvador, estava no mesmo vôo que eu, e como era de se esperar, rapidamente nos tornamos grandes amigas. São nessas horas que você sente que nunca está sozinho...Acredite, alguém lá em cima sempre está te olhando e te tranqüilizando. Falar a língua de origem é algumas das coisas que gente falante como eu, sente falta quando está fora. Ouvir os anúncios da comissária de bordo em alemão já é algo meio esquisito. Se sentir bronzeada depois de passar anos sem tomar sol é também uma coisa curiosa. E o frio, então!? Mesmo na primavera, a temperatura na Suiça gira em torno dos 8 graus e há quem diga que esse ano estava quente!
Bem, depois de observar coisas simples como essas, você se dá conta de que está realmente longe de casa, mas ainda é possível se sentir feliz. Depois de horas de conversa, minha mais nova amiga de infância seguiu seu destino e eu segui o meu. Minha jornada ainda não tinha acabado. (Faltava pegar o trem para Zurich). Embora estivesse cansada, estava extremamente realizada, com a sensação de que o mundo era grande e ao mesmo tempo, pequeno demais.


ESTAÇÃO DE BASEL

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