quarta-feira, 20 de maio de 2009

SUIÇA!!!


Zurich

De Basel segui de trem para a charmosa Zurich, a cidade dos bancos no país dos relógios e chocolates mais saborosos. Vale a pena provar...experimentar a cidade do começo ao fim. Prédios modernos se misturam à construções antigas e o rio Limmat que corta cidade confere um charme ainda maior ao lugar. Apesar de saber que se trata de uma metrópole (ainda que seja a menor do mundo) não existe aquela neurose e ritmo frenético das grandes cidades. Tudo é extremamente organizado, limpo e tranqüilo, onde as coisas parecem funcionar de forma sincronizada e em perfeita harmonia...os bondinhos circulando pelos trilhos, as bicicletas desaceleradas, as passadas das pessoas, os carros em movimento. Acho que essa é a particularidade que não se restringe à Zurich, é uma impressão que eu tenho da Europa como um todo; uma tranqüilidade e uma paz impossível de descrever num blog.
Para nós que nascemos e crescemos no Brasil, é quase impossível imaginar uma segunda-feira sem barulhos de businas de carros, filas de bancos, fumaça ou pessoas estressadas. Daí você literalmente se esquece que é dia de semana quando está andando na Bahnhofstrasse, a avenida mais famosa e sofisticada de Zurich, olhando as vitrines das badaladas grifes e o balançar das bandeiras da Suiça que enfeitam não só aquela, como todas as ruas próximas. Quando eu viajo, procuro não seguir roteiro de turista..Gosto de passear sozinha, entrar em ruas desconhecidas, praças pouco visitadas...É gostoso observar as pessoas, sentir o ritmo da cidade. Se você consegue entrar nesse ritmo, vai perceber que tudo à sua volta, sejam os olhares tranqüilos ou os sorrisos despreocupados te fazem entrar num compasso cadente. Nessa hora seu país te parece uma lembrança bem distante; tanto que você já nem se lembra de fazer aquelas comparações inevitáveis.
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Se você está na Suíça é preciso andar de trem. Como o país fica em regiões de Alpes e montanhas, a viagem de trem é um presente para os olhos. As paisagens são lindíssimas, com grandes campos verdes e coloridos cercando aquelas casinhas que mais parecem terem saído dos livros infantis e contos de fadas. A viagem de Zurich pra Geneve é uma delícia. A cidade então..é um capítulo a parte. Por isso não irei detalha-la aqui, vou deixar para uma próxima recordação e dedicar a ela, uma seção especial.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

De lá pra cá...de cá pra lá...


Viajar por muitos países faz o mundo parecer pequeno (dentro de um avião grandes distâncias são percorridas em horas) e ao mesmo tempo grandioso quando paramos para analisar o quão diferentes podemos ser e quanto distantes podemos estar em níveis de economia, educação, cultura e cidadania.
Saí do Brasil no final de abril e em menos de duas semanas havia passado pelos Estados Unidos, Europa e China, onde me encontrava no momento em que escrevi esse texto. Viajar por três continentes em tão pouco tempo, é sem dúvidas, uma experiência que te dá um poder de observação maior, e nem precisa dizer por que. As diferenças são tão presentes, que é impossível não prestar atenção.
Essa viagem em específico foi especial, por ter me submetido a diferentes situações e desafios. Viajar sozinha para outros países é uma lição valorosa, acreditem. Cada lugar tem seu sistema, seu jeito de conduzir as coisas.
Destino? Suíça. Antes disso uma pausa em Miami, conexão em NY, troca de aeroporto em Londres. O calor e agitação dos Estados Unidos logo foram substituídos pela calma e impassibilidade inglesa. A recepção em Londres também é bem menos calorosa que nos EUA. Se você é mulher, jovem e está sozinha, é bom se preparar para responder algumas tantas perguntas na imigração; e mesmo se você não estiver com o inglês afiado, é bom você tirar de letra as perguntas para não arrumar um problema ainda maior. O negócio é manter a calma e tentar não cair nas pegadinhas.
De Heatrow segui direto para Gatwick pegar meu voo para Basel. Se você não conhece, com certeza já ouviu falar maravilhas do sistema de transporte em Londres. É algo extremamente funcional e tranquilo de ser utilizado. Há milhões de placas e sinalizações que te indicam o caminho até a estação central de ônibus, ou para o metrô (típico de uma cidade projetada para turistas). Quem sai de um aeroporto para outro, utiliza os serviços do National Express (ônibus) e não paga muito por isso. Em menos de 1 hora já estava em Gatwick e com tempo suficiente para esperar o vôo seguinte.
E para não dizer que minha história é mais uma e que coincidências só acontecem em filmes, foi lá que eu conheci uma brasileira (imagina de onde?) residente na Suíça. A baiana de Salvador, estava no mesmo vôo que eu, e como era de se esperar, rapidamente nos tornamos grandes amigas. São nessas horas que você sente que nunca está sozinho...Acredite, alguém lá em cima sempre está te olhando e te tranqüilizando. Falar a língua de origem é algumas das coisas que gente falante como eu, sente falta quando está fora. Ouvir os anúncios da comissária de bordo em alemão já é algo meio esquisito. Se sentir bronzeada depois de passar anos sem tomar sol é também uma coisa curiosa. E o frio, então!? Mesmo na primavera, a temperatura na Suiça gira em torno dos 8 graus e há quem diga que esse ano estava quente!
Bem, depois de observar coisas simples como essas, você se dá conta de que está realmente longe de casa, mas ainda é possível se sentir feliz. Depois de horas de conversa, minha mais nova amiga de infância seguiu seu destino e eu segui o meu. Minha jornada ainda não tinha acabado. (Faltava pegar o trem para Zurich). Embora estivesse cansada, estava extremamente realizada, com a sensação de que o mundo era grande e ao mesmo tempo, pequeno demais.


ESTAÇÃO DE BASEL

terça-feira, 5 de maio de 2009

Nice to meet you...

Os últimos dois anos de minha vida tem sido uma viagem. No melhor sentido da palavra, ela resume todo o movimento e constante inconstância...Pessoas, lugares, acontecimentos. Há quem acredite que abrir mão da estabilidade e viver por aí pelo mundo, seja coisa de quem não tem os pés plantados no chão. Estaria eu “viajando”? Acho que não. Nunca foi o meu perfil ficar ancorada em algum porto esperando pelo futuro, vendo a vida passar. Se é pra embarcar, eu embarco. Não importa o destino final, acredito que o importante é tentar seguir o Destino.
Conheço muitas pessoas que abriram mão dos seus sonhos para passar anos e anos fazendo algo que não toleram, com medo de arriscar-se, esperando uma boa colocação algum dia....Às vezes esse dia não chega. E aí? O que foi feito da vida?
Claro que no meu caso não foi tão difícil. Eu só precisaria num determinado momento, eleger prioridades. Fiz a minha opção certa de que as demais coisas se ajustariam com o tempo.
E tem sido assim...uma evolução gradativa e ao mesmo tempo muito acelerada no campo do conhecimento, sela ele profissional ou pessoal. Aprende-se muita coisa e o interessante é saber dividir esse aprendizado.
Esse mês eu resolvi criar um blog que retratasse minhas andanças e a diversidade mágica existente nesse planeta. Mas antes eu fiz esse prefácio para tentar explicar o que havia me feito chegar a tantos lugares e aqui nesta página.
Espero que não tenha sido entendida...afinal, o legal é não entender pra não limitar. Sem contar que ainda tenho muitas coisas a dividir com vocês.