Um lugar especial merecia uma edição especial. E foi por esse motivo que guardei a minha viagem ao Japão para edição de dezembro na revista Beleza Bahia e publicar neste blog. O desafio aqui é tentar ser concisa diante de tantas informações e curiosidades que, por mais que você tenha ouvido falar, é difícil imaginar sem estar lá pra ver.
Muito diferentes....
Essa expressão “do outro lado do mundo” não é só geográfica, já que a distância entre Brasil e Japão vai muito além do que está escrito nos livros e revistas. Depois de duas semanas em Tóquio, a língua deixou de ser o elemento mais “estranho” para se tornar mais um detalhe diante de tantas diferenças culturais, sejam elas na culinária, no trânsito, na arquitetura, na forma de se expressar e se mover do povo japonês. A sapiência e paciência japonesa está em todos os lugares, principalmente no trânsito da cidade onde os carros trafegam pela direita (mão inglesa) e curiosamente não se ouve o barulho das grandes metrópoles. Os japoneses são silenciosos, educados e tranquilos; respeitam a sinalização com a mesma disciplina com que conduzem suas vidas. Ficava impressionada de ver criançinhas indo sozinhas para escola tão seguras e responsáveis (claro que lá não existe violência urbana). O que se vê muito nas ruas também são táxis e bicicletas, embora não existam ciclovias - difícil é saber como eles não atropelam as pessoas nas ruas, que por sinal são limpíííííssimas. Andar de carro chega a ser um luxo, já que o sistema de transporte público é muito bom e as estações gigantescas; uma verdadeira cidade underground. A nossa sorte é que éramos guiados por um nativo, pois toda a sinalização é quase toda feita em japonês, o que torna uma tarefa bem difícil para qualquer turista. Existem três alfabetos no Japão; um mais simples para crianças; outro só para nomes estrangeiros e o principal deles, com mais de dois mil caracteres; tão complicado que muitos japoneses só aprendem com mais ou menos 15 anos de idade. O bom mesmo é ter sempre um tradutor a tira-colo, mas se não tiver guia particular não se preocupe. Apesar de toda a timidez e dificuldade em se expressar em inglês, eles param tudo para atender quem precisa de informações. O povo japonês é muito solícito e receptivo, mas nada de beijinhos ou aperto de mãos. O cumprimento é bem tradicional e eles nunca se tocam. Difícil não cometer algumas gafes e não deixá-los vermelhos de vergonha. Bom...essa parte não vou nem comentar...
Outra forma bem fácil de conhecer a cidade é comprar um desses pacotes de passeios que saem dos hotéis e te levam para os principais pontos turísticos como a Torre de Tóquio, uma réplica (um pouquinho maior) da torre Eiffel onde você tem uma vista lindíssima da cidade; Ginza Avenue, onde ficam as lojas de grifes famosas; o Jardim Imperial (com vista para a casa do Imperador) e os principais templos da cidade; um verdadeiro show à parte. Outro lugar interessante para conhecer é o bairro do Akihabara, onde os japoneses mais piradinhos e os geeks se encontram.
Cidade cara
A fama de ser a cidade mais cara do mundo não é por acaso. Roupa e comida irão te custar uns yenes a mais no orçamento da sua viagem. Existem muitos restaurantes maravilhosos em Tóquio, mas se você não gosta de peixe, melhor não ir ao Japão. Eles comem arroz e peixe todos os dias em todas as refeições, inclusive no café da manhã. Por mais variedade que exista, é sempre o mesmo cardápio. As frutas também são bem caras, mas de altíssima qualidade, como tudo no Japão. As prateleiras e vitrines dos supermercados são um verdadeiro desbunde em termos de delicadeza e organização. A dica para quem quer comprar comida menos cara é prestar atenção ao código de barras que marca a hora que ela foi feita e com o passar do dia as coisas vão ganhando desconto.
Bagagem Cultural
Após 15 dias no Japão, voltei para casa com algumas garrafas de saquê, doces de feijão, fotos e muitas lições na mala. Trouxe também a vontade de que fôssemos um pouquinho só parecidos com os japoneses. E claro que não estou falando dos olhos....
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